Ministro do STF defende que escolha do substituto do governador seja feita pela população e deixa em aberto formato e prazo da eleição.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira (8) para que o substituto de Cláudio Castro (PL) no governo do Rio de Janeiro seja escolhido por eleição direta pela população.
Relator de uma das ações que tratam da sucessão no comando do Executivo fluminense, Zanin deixou em aberto pontos considerados centrais para a definição do processo.
Entre eles, não estabeleceu se o governador interino, o desembargador Ricardo Couto, permanecerá no cargo até a posse do novo chefe do Executivo, nem se a eleição deverá ocorrer de forma imediata.
No voto, o ministro também apontou a possibilidade de o STF analisar a viabilidade de duas eleições em 2026: uma para a escolha do chamado “governador-tampão” e outra, em outubro, para definir o mandatário que assumirá o cargo em 2027.
Zanin ainda sinalizou que os ministros da Corte poderão optar por uma única eleição ainda neste ano, mantendo Ricardo Couto no comando do estado até a posse do eleito em outubro.
“Deixei aberta a possibilidade de fazermos uma única eleição se vier a prevalecer esse entendimento. Apenas deixei em aberto essa hipótese”, afirmou o ministro.
A decisão final dependerá da deliberação do plenário do STF, que ainda deve discutir os detalhes sobre o modelo de sucessão e o calendário eleitoral.
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