Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por maioria de votos, manter a ação penal que investiga um suposto esquema de financiamento irregular de campanhas eleitorais associado ao grupo político dos ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho.
O caso refere-se às eleições para o governo do Rio de Janeiro em 2014 e ficou conhecido como “Operação Caixa D’Água”.
O pedido de trancamento da ação havia sido apresentado pela defesa de Fabiano Rosas Alonso, um dos réus no processo. Alonso é genro do deputado federal Antônio Carlos Rodrigues (Podemos-SP), ex-presidente nacional do Partido da República (atual PL) e ex-ministro dos Transportes durante o segundo governo da ex-presidente Dilma Rousseff.
Rodrigues chegou a ser incluído como réu no caso, mas posteriormente conseguiu reverter a decisão.
A ação penal tramita atualmente no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e apura a existência de um suposto esquema de doações eleitorais não declaradas.
As investigações envolvem contratos firmados pela Prefeitura de Campos dos Goytacazes, administrada à época por Rosinha Garotinho.
Ao analisar o pedido da defesa, o TSE entendeu que há indícios suficientes para a continuidade do processo, rejeitando o encerramento antecipado da ação.
Com isso, o caso seguirá em tramitação na Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro para julgamento de mérito.
Nenhum comentário até o momento.