A investigação da Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Refino identificou indícios de que dois escrivães da própria corporação usaram números de WhatsApp registrados em nome de pessoas já falecidas para se comunicar com investigados no esquema envolvendo a antiga Refinaria de Manguinhos, hoje controlada pelo Grupo Refit.
Os policiais citados são Márcio Pereira Pinto e Márcio Cordeiro Gonçalves, lotados há mais de dez anos na Delegacia da Polícia Federal em Nova Iguaçu. Ambos foram alvos da operação desta sexta-feira (15).
Segundo a Polícia Federal, o uso de linhas telefônicas cadastradas em nome de pessoas mortas seria uma estratégia para dificultar a identificação dos usuários e impedir o rastreamento das comunicações. Para os investigadores, esse método reforça a suspeita de que os contatos eram utilizados para manter as atividades do grupo sob anonimato.
Na decisão que autorizou a operação, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, reproduz trechos do relatório da Polícia Federal. O documento aponta evidências de que um telefone interceptado e a conta de WhatsApp vinculada à linha investigada eram operados pelos dois escrivães.
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