Um ano após a entrada em vigor da lei que restringe o uso de celulares nas escolas brasileiras, uma pesquisa do Ministério da Educação (MEC) aponta resultados considerados positivos por gestores da educação. O levantamento, realizado com mais de 8 mil diretores e vice-diretores de escolas públicas e privadas, mostra que a maioria das instituições já adotou a medida e percebe mudanças significativas no comportamento dos estudantes.
De acordo com o estudo, 90% das escolas entrevistadas já aplicam a restrição ao uso de celulares durante o período escolar. Entre os principais benefícios observados estão a redução da ansiedade entre os alunos, o aumento da socialização e uma melhora na concentração durante as aulas.
Outro dado que chamou atenção é que 95% dos diretores afirmaram que a medida contribuiu para aumentar o foco dos estudantes. Além disso, muitos gestores relataram queda nos casos de cyberbullying, redução de conflitos envolvendo redes sociais e maior participação dos alunos nas atividades presenciais.
Apesar dos avanços, a adaptação ainda apresenta desafios. A pesquisa aponta que 39% dos diretores ainda enfrentam resistência de estudantes ao cumprimento das regras. Outro problema recorrente é a falta de estrutura adequada para armazenar com segurança os aparelhos recolhidos. Cerca de um terço das escolas também relatou dificuldades para fiscalizar o uso dos celulares durante os intervalos e em outros momentos fora da sala de aula.
A restrição ao uso dos dispositivos faz parte de uma política que busca minimizar distrações e fortalecer o ambiente de aprendizagem, equilibrando o uso da tecnologia com o desenvolvimento social e educacional dos estudantes.
Com os primeiros resultados, especialistas e gestores avaliam que a iniciativa tem contribuído para tornar o ambiente escolar mais participativo, favorecendo a convivência entre os alunos e melhorando o desempenho em sala de aula, embora a consolidação da medida ainda dependa de investimentos em infraestrutura e da conscientização de toda a comunidade escolar.
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