Enquanto políticos usam projetos públicos como vitrine eleitoral para alavancar candidaturas, a conta do desgoverno e da falta de gestão é paga por pais e mães de família.
Essa é a dramática realidade vivida hoje pelos colaboradores contratados pela empresa Cespac para atuar no projeto Balcão do Consumidor, idealizado pelo Procon-RJ durante a gestão do atual pré-candidato a deputado federal, Gutemberg Fonseca.
Por trás das fotos bonitas e das promessas de campanha, a realidade é cruel: os trabalhadores vinculados à Cespac estão há três meses sem receber salários.
Fome, despejo e desespero: o custo humano da má gestão
Não se trata apenas de um atraso burocrático, trata-se de dignidade humana. O relato de quem trabalhou na ponta é devastador:
Famílias sem comida na mesa;
Trabalhadores com aviso de despejo por atraso no aluguel;
Luz e água cortadas por falta de pagamento.
Homens e mulheres que cumpriram suas jornadas diariamente e garantiram o funcionamento do serviço hoje não têm o básico para sustentar suas casas.
Projeto suspenso e suspeitas graves
A gravidade do caso vai além do calote nos trabalhadores.
O projeto Balcão do Consumidor, orçado no valor astronômico de R$ 52 milhões, teve o seu contrato suspenso pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro após uma análise documental rigorosa apontar uma série de irregularidades e ausência de comprovações vitais na execução do serviço.
Ainda assim, antes da suspensão, a empresa contratada já havia recebido nada menos que R$ 13 milhões dos cofres públicos.
A pergunta que não quer calar:
Para onde foi o dinheiro cobrado dos cofres públicos se os trabalhadores na ponta continuam sem ver um centavo há três meses?
Quem trabalhou tem o direito sagrado de receber. A população do Rio de Janeiro exige respostas, fiscalização dos órgãos de controle e o pagamento imediato dos salários atrasados dos colaboradores da Cespac!
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