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30/07/2026 19:53 | Polícia

Júri absolve PMs pela morte de jovem rendido em Paraisópolis

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Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima eram acusados de matar Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, durante uma ação policial em julho de 2025

O Tribunal do Júri absolveu, nesta quinta-feira (30), os policiais militares Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima, acusados pela morte de Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, durante uma ação policial na comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo.

O julgamento ocorreu entre terça-feira (28) e quinta-feira (30), no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital paulista. Os dois policiais estavam presos preventivamente havia cerca de um ano e, com a decisão do Conselho de Sentença, deverão ser colocados em liberdade.

Jovem foi morto durante ação policial

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, os policiais participavam de uma perseguição a suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas que teriam entrado em uma residência em Paraisópolis.

Os suspeitos foram encontrados escondidos atrás de uma cama em um dos quartos do imóvel. De acordo com a acusação, os policiais determinaram que eles colocassem as mãos sobre a cabeça, ordem que teria sido obedecida.

Ainda segundo a denúncia, Igor estava rendido e desarmado quando foi atingido por disparos. A acusação sustentava que Renato Torquatto efetuou tiros contra o jovem e que, na sequência, Robson Noguchi também disparou contra ele utilizando uma espingarda calibre 12.

As imagens das câmeras corporais utilizadas pelos policiais foram apresentadas durante o processo e registraram parte da ocorrência. O caso gerou grande repercussão e levantou questionamentos sobre a conduta dos agentes durante a abordagem.

Defesa alegou legítima defesa

Durante o processo, a defesa dos policiais sustentou que os agentes teriam agido dentro da legalidade e em legítima defesa. Os advogados afirmaram que um dos suspeitos teria feito um movimento que poderia indicar a tentativa de sacar uma arma.

A defesa também contestou a interpretação das imagens das câmeras corporais e argumentou que os registros não mostrariam todo o contexto da ação policial.

O Ministério Público, por outro lado, sustentou que os policiais deveriam ser responsabilizados pela morte do jovem e que a vítima não representava uma ameaça no momento dos disparos.

Ao final do julgamento, os jurados decidiram pela absolvição dos dois policiais.

Outros dois PMs ainda respondem ao processo

Além de Renato e Robson, outros dois policiais militares — Hugo Leal de Oliveira Reis e Victor Henrique de Jesus — também foram denunciados por participação no episódio.

O processo contra os dois foi desmembrado, e eles ainda não foram julgados. Segundo a acusação, os agentes teriam contribuído para a ação ao participar da abordagem e da rendição dos suspeitos, além de efetuarem disparos dentro do quarto onde Igor foi baleado.

A absolvição dos dois primeiros réus encerra uma etapa do caso, mas a situação dos outros dois policiais ainda será analisada pela Justiça.

A decisão do Tribunal do Júri representa o entendimento dos jurados sobre a responsabilidade criminal dos dois policiais julgados. A família de Igor e a acusação ainda podem avaliar as medidas cabíveis dentro do processo.

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