31/12/2025 18:01 | Colunistas
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por Cíntia Acruche

Quando o ano muda, e nós também

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O ano novo chega sempre com esse ar de promessa silenciosa. É só um dia e uma noite que passam, como tantos outros, ou existe algo diferente acontecendo dentro de nós? Entre fogos, abraços e contagens regressivas, há perguntas que nem sempre sabemos responder.

Criamos expectativas. Alimentamos dúvidas. Sentimos anseios que não cabem nas longas listas de metas. Talvez porque o fim de um ano nos obrigue a olhar para trás, nos revisitar, lembrar de quem fomos e de quem ainda queremos ser. É um tempo em que a nostalgia e a esperança estão no mesmo lugar.

Ficamos mais reflexivos porque o tempo nos atravessa. Porque percebemos que nem tudo saiu como planejado, mas também reconhecemos que sobrevivemos e seguimos.

O que nos propomos, afinal? Seremos melhores? Mais leves? Mais presentes? Talvez o verdadeiro convite do ano novo seja esse: mudar por dentro, ainda que o mundo siga o mesmo do lado de fora. Pequenos ajustes na alma, novas formas de olhar, mais gentileza consigo e com o outro.

E a gratidão… temos? Às vezes esquecemos dela, mas ela está ali, esperando ser reconhecida. Gratidão pelo que veio, pelo que não veio, e por tudo, de alguma forma, que nos trouxe até aqui.

Que o ano novo seja mais do que uma data. Que seja um recomeço possível, humano e urgente, no nosso tempo, do nosso jeito.


FELIZ 2026 !!

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