05/01/2026 18:38 | Colunistas
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por Paloma Araújo

Início de ano: como organizar as finanças em meio a tantas contas

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Todo começo de ano traz aquela sensação conhecida: férias acabaram, a rotina volta ao normal e, junto com ela, chegam as contas típicas de janeiro e fevereiro. IPVA, IPTU, material escolar, fatura do cartão de crédito… tudo parece vencer ao mesmo tempo. Mas, com um pouco de organização e planejamento, é possível atravessar esse período sem sufoco.


O primeiro passo é ter clareza sobre as despesas. Liste todas as contas fixas e extraordinárias do início do ano, anotando valores e datas de vencimento. Visualizar o cenário completo ajuda a evitar atrasos, multas e juros, além de permitir escolhas mais conscientes.


Quando o assunto é cartão de crédito, a palavra-chave é cautela. Parcelamentos longos feitos no fim do ano costumam aparecer agora, comprometendo o limite e o orçamento mensal. Vale conferir a fatura com atenção, evitar o pagamento mínimo e, se possível, reduzir gastos até que o orçamento volte ao equilíbrio. Caso esteja inadimplente, atenção: a Lei nº 14.690/2023 estabelece que, ao entrar no crédito rotativo ou no parcelamento da fatura, o montante total cobrado do consumidor — incluindo juros, multas e outros encargos — não pode ultrapassar 100% do valor original em aberto. O cartão deve ser aliado, não vilão.


Em relação ao IPVA e ao IPTU, é importante avaliar se o pagamento à vista realmente compensa. Muitos municípios e estados oferecem desconto para quitação integral, mas isso só vale a pena se não comprometer o pagamento de outras despesas essenciais. Caso contrário, o parcelamento pode ser a opção mais segura para manter o fluxo financeiro organizado.


Na compra do material escolar, é importante que os responsáveis fiquem atentos quanto aos preços praticados nas papelarias, livrarias e lojas do ramo, infelizmente com a proximidade da volta às aulas, os preços são reajustados, causando um verdadeiro “rombo” no orçamento, por isso, é fundamental a pesquisa de preços.


Além disto, é necessário observar quais materiais estão sendo exigidos pelas instituições de ensino, pois não podem ser exigidos materiais de uso coletivo, limpeza, higiene, de escritório ou administrativos, como papel higiênico, álcool, sabonete, giz, fita adesiva, grampos, cartolina, toner, copos descartáveis ou materiais de construção, pois esses itens são de responsabilidade da instituição e devem ser cobertos pela mensalidade ou orçamento, conforme a Lei 12.886/2013 e o Código de Defesa do Consumidor. Podem ser exigidos, por exemplo: materiais com uso individual e diretamente pedagógico, como cadernos, lápis, borrachas, livros didáticos (se não forem fornecidos pela escola) e alguns materiais de arte específicos para atividades do aluno.


Outra dica valiosa é priorizar as despesas essenciais e adiar gastos supérfluos. Os três primeiros meses do ano não são os melhores para assumir novas dívidas ou compromissos financeiros de longo prazo. Gastos realizados neste período podem fazer grande diferença no orçamento ao longo do ano.


Por fim, encare o início do ano como uma oportunidade de reorganização financeira. Rever hábitos, estabelecer metas e criar uma reserva, ainda que modesta, ajuda a enfrentar imprevistos com mais tranquilidade. Organização financeira não é sobre deixar de viver, mas sobre viver com mais segurança e menos preocupação.


Começar o ano no controle das finanças é um passo importante para um ano mais leve — no bolso e na mente.

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